A aquisição da norte-americana Anheuser-Busch (a empresa que produz, entre outras importantes marcas, a cerveja Budweiser) pela InBev é mais um marco dos novos tempos que se aproximam. A empresa, resultado da fusã
o entre a brasileira AmBev e a belga Interbrew, apesar de ter sua sede em Leuven, na Bélgica, possui o corpo diretivo composto basicamente por empresários brasileiros como Carlos Brito e Jorge Paulo Lemann. A aquisição é mais um dos fatos que enfatiza a força e importância econômica desenvolvida pelos países emergentes na atual conjuntura global.
Quem diria, há uma década atrás, que um dos maiores símbolos do american way of life seria absorvido por uma gigante belga-brasileira do setor cervejeiro, em mais um meganegócio desse capitalismo selvagem tanto praticado pelos próprios americanos? O que parecia um absurdo há pouco tempo atrás, se torna hoje uma realidade, causando uma grande insatisfação do povo americano, que passou, por uma dessas impagáveis ironias do destino, a denunciar o imperialismo belgo-brasileiro. Foram feitas campanhas de massa contra a venda da A-B (Anheuser-Busch), sites e abaixo assinados virtuais foram lançados na Internet tentando proteger o símbolo norte-americano do imperialismo estrangeiro, mas não deu. Como sempre deveria ocorrer, a racionalidade econômica falou mais alto e a oferta astronômica de 52 bilhões de dólares foi devidamente aceita. A Budweiser agora deve entrar no mercado brasileiro, e a InBev no mercado norte-americano. Bom negócio para ambos os lados.
Além dessa transação, presenciamos, ainda nesse ano, a compra das marcas Jaguar e Land Rover pela fabricante indiana Tata Motors. Juntos, esses negócios evidenciam a importância da mudança de foco, no contexto econômico global, para os países em desenvolvimento. Em meio à crise pulverizada por toda economia global, as grandes taxas de crescimentos continuam sendo dos países integrantes do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), e são elas que funcionam como o principal motor da economia atual, puxando o crescimento de outros países. É uma importância que chama a atenção e muda certos paradigmas. Há certo tempo, a grande maioria dos negócios do comércio exterior acontecia entre paises desenvolvidos, hoje a situação tende para o lado oposto, onde os emergentes se apresentam ora protagonistas de transações com valores astronômicos e ora como as grandes oportunidades de rentabilidade de investimento atraindo capitais do mundo todo. A bolsa brasileira, por exemplo, era, antes da semana passada, a única bolsa com rendimento positivo em 2008 entre as bolsas significativas de todo o mundo.
O fato é que temos hoje a maior cervejaria do mundo controlada por um CEO brasileiro, o que é digno de comemoração. Entramos também com tudo na terra do Tio Sam. Para se ter uma idéia, a Budweiser é nada menos que a maior anunciante dos Estados Unidos. Em 2007, foram gastos pela empresa US$ 475 milhões em publicidade, gerando verdadeiras obras-primas publicitárias, como o comercial abaixo.
Escrito por renanfig.



Esse episódio recente dos atritos diplomáticos entre Brasil e Espanha ilustra bem a forma como são conduzidas as problemáticas relações internacionais na atualidade. Devido à intensificação da globalização, presenciamos um aumento acentuado dos fluxos migratórios, principalmente em direção aos países ricos. Esse aumento depois de certo ponto fica insustentável, pois país nenhum tem condição de receber uma grande quantidade de imigrantes em pouco tempo. Podemos perceber a gravidade do tema quando somos apresentados à singela proposta do Congresso americano de construir um muro divisório entre EUA e México, com nada menos do que 600km de concreto em pontos estratégicos da fronteira ou quando lidamos com notícias de milhares de estrangeiros sendo deportados da UE frequentemente.
portagem da Rede Globo, com um espanhol (de 30 e poucos anos, solteiro e com dinheiro, é claro) sendo barrado no aeroporto de Fortaleza (cidade praiana, com a fama do turismo sexual já consolidada, é claro), reportagem pra ser vinculada no mundo todo.