67 anos de Bob Dylan
24 05 2008

Há exatos 67 anos, fomos presenteados com o nascimento de um dos maiores gênios da cultura contemporânea. Falar de como Bob Dylan foi importante para a música é perfeitamente dispensável, mas sua importância vai muito além disso. Ele foi um dos personagens chave para a notável década de 60, que mudou os cursos da influência da cultura nos EUA e em todo o mundo. O garoto de 20 e poucos anos, com voz fanha e gaita estridente conseguiu como ninguém penetrar nos veículos de massa americanos, que na área musical eram dominados pelas figuras politicamente corretas, com vocais limpinhos e arranjos elaborados.
Com certeza, o cara foi um dos artistas mais influentes do século XX, e parece continuar influenciando nossa cultura atualmente. Prova disso são as freqüentes regravações de sua música por artistas que vão de Avril Lavige à Johnny Winter, e os recentes filmes de muito sucesso baseados na figura de Dylan, os muito bons No Direction Home, dirigido impecavelmente por Martin Scorcese; e o enigmático I´m Not There, de Todd Haynes, que conta com nada menos que seis atores de peso para interpretar Bob Dylan em cada uma de suas fases. Aliás que metamorfose ambulante é esse Bob Dylan.
As várias faces de Bob Dylan
Dylan começou a carreira na cena folk, composta na época por intelectuais e universitários. Suas músicas com letras fortes e muito interpretadas como de protesto logo o fizeram um dos “reis” do movimento americano. Eis então que em um belo dia Dylan troca seu violão pela guitarra elétrica, se junta a uma banda e faz um show de rock-blues chocando milhares de seguidores folks, que o elegiam como um de seus principais ícones. As reações estão muito bem retratadas no documentário No Direction Home, e uma das cenas mais legais do filme é essa aí de cima (se você não vê nada, atualize seu IE ou baixe o Firefox), onde Bob nos brinda com uma performance marcante sob vaias e gritos de “Judas!” da platéia folk enfurecida.
Dylan não se acomodou com o sucesso alcançado, pelo contrário, procurou evoluir e sofisticar sua música, mesmo que isso tenha lhe custado atritos com seu público mais fiel. Com isso enriqueceu sua obra. Além dessa transição brusca do folk para o rock, Bob Dylan já teve refletido em suas letras suas fases de contestador, introspectivo, sócio-responsável e até religioso, com sua aproximação da música gospel.
Um dos pontos mais brilhantes de sua obra foi a aliança entre literatura e música, muito pouco antes vista com tanta eficiência. As metrificações e rimas perfeitas adicionam uma profundidade poética essencial em sua música. Vários outros pontos interessantes marcam positivamente a obra de Dylan, listá-los demandaria quase outro texto, portanto vou parar por aqui. Ele foi sem dúvidas (pra não perder a oportunidade de usar o chavão) um homem à frente de seu tempo. Parabéns para essa lenda viva da música!
Escrito por renanfig.
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Tags : Ballad of a Thin Man, Bob Dylan, Folk, I´m Not There, No Direction Home, Rock, Scorcese
Categorias : Música


Esse episódio recente dos atritos diplomáticos entre Brasil e Espanha ilustra bem a forma como são conduzidas as problemáticas relações internacionais na atualidade. Devido à intensificação da globalização, presenciamos um aumento acentuado dos fluxos migratórios, principalmente em direção aos países ricos. Esse aumento depois de certo ponto fica insustentável, pois país nenhum tem condição de receber uma grande quantidade de imigrantes em pouco tempo. Podemos perceber a gravidade do tema quando somos apresentados à singela proposta do Congresso americano de construir um muro divisório entre EUA e México, com nada menos do que 600km de concreto em pontos estratégicos da fronteira ou quando lidamos com notícias de milhares de estrangeiros sendo deportados da UE frequentemente.
portagem da Rede Globo, com um espanhol (de 30 e poucos anos, solteiro e com dinheiro, é claro) sendo barrado no aeroporto de Fortaleza (cidade praiana, com a fama do turismo sexual já consolidada, é claro), reportagem pra ser vinculada no mundo todo.